Monday, April 19, 2010

Crescer é isto. É esquecer, deixar para trás os sonhos supérfluos. É deixar de acreditar no ridículo e no impossível. É levar o mundo e a vida a sério, é planear mais do que sonhar. É ser realista.

Mas não será também deixar para trás a parte mais pura, mais bela de nós mesmo? Perder parte da nossa alma, daquilo que nos torna únicos? Misturar-nos no cinzento da multidão, esquecer o que é ser criança? Tornar-nos cínicos e cépticos? É isto? Isto é que é crescer?

Então não quero. Recuso-me. Fica para a próxima. Outro tempo, outro mundo, neste mais vale ser criança. Viver como se não houvesse amanhã, porque pode não haver mesmo. Mais vale procurar e ver o que há de bom nos outros, porque é tão pouco e tão raro. Mais vale aproveitar e deixar-nos encantar por cada pôr-do-sol mágico, por cada borboleta esvoaçante, por cada flor garrida. Mais vale cometer loucuras, dançar, gritar e cantar enquanto há tempo.

Mais vale.

Crescer? Crescer para quê?






(Ah! mas se fosse escolha... Parece que crescer não é algo que se faz, mas que simplesmente acontece...)

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