Mas não será também deixar para trás a parte mais pura, mais bela de nós mesmo? Perder parte da nossa alma, daquilo que nos torna únicos? Misturar-nos no cinzento da multidão, esquecer o que é ser criança? Tornar-nos cínicos e cépticos? É isto? Isto é que é crescer?
Então não quero. Recuso-me. Fica para a próxima. Outro tempo, outro mundo, neste mais vale ser criança. Viver como se não houvesse amanhã, porque pode não haver mesmo. Mais vale procurar e ver o que há de bom nos outros, porque é tão pouco e tão raro. Mais vale aproveitar e deixar-nos encantar por cada pôr-do-sol mágico, por cada borboleta esvoaçante, por cada flor garrida. Mais vale cometer loucuras, dançar, gritar e cantar enquanto há tempo.
Mais vale.
Crescer? Crescer para quê?
(Ah! mas se fosse escolha... Parece que crescer não é algo que se faz, mas que simplesmente acontece...)
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